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Ilhas da Polinésia Francesa, a magia do Pacífico
O lugar sempre foi inspiração para escritores, pintores e famosos de todas as partes do mundo.




Taiti e suas ilhas são sinônimo de descanso, belezas naturais e muita tranquilidade.

Paraíso. Em que pensa quando escuta esta palavra? Natureza exuberante? Praias com águas transparentes chamando você para um mergulho? Paz e tranquilidade? Pronto, seu destino esta resolvido, você tem que ir até as ilhas da Polinésia Francesa.


Erradamente dá-se o nome de Taiti (ou Tahiti em francês) ao conjunto de ilhas que formam a Polinésia Francesa, embora seja só uma delas, onde está a sede do governo, cuja a capital é Papeete. É justamente aqui que chegam os voos ao aeroporto de Faa`a trazendo turistas do mundo inteiro que sonham com passar uns dias no Paraíso. Taiti é uma ilha que tem forma de um oito deitado. A parte grande deste se chama Taiti Nui, e a pequena Taiti Iti.

Embora ela não tenha aquelas praias de cartão postal, tem museus interessantes, como o de Taiti e suas Ilhas e o do Paul Gauguin. O primeiro da uma visão bastante completa de como nasceu este paraíso; as imigrações, as embarcações utilizadas nelas, as dinastias que governaram até a chegada dos franceses, as diversas manifestações artísticas. Enfim, os conhecimentos básicos para que fique bem claro que a Polinésia Francesa é muito mais que quatro ou cinco ilhas para visitação turística. O museu Gauguin, embora tenha só um quadro original, traça um perfil completo deste francês, o maior "garoto propaganda" da polinésia.


Quando se está lá, você passa a conhecer um Gauguin que cortava lenha, fabricava seus ítens de cozinha, um bon-vivant que morava com nativas muito jovens. O visitante se surpreender ao descobrir que seus mais famosos quadros foram inspirados, quase copiados, de pinturas japonesas, desde o Ta Matete até a genial Garota de Leque. Se for ao museu Gauguin, aproveite de visitar o Jardim Botânico. Vai sentir-se um pouco no Brasil. Outros pontos de interesse são o farol da Point Venus, a cachoeira de Te Faarumai, a caverna de Maraa e o Belvedere, a melhor panorâmica da ilha.
 
Nas ilhas, o descanso é total
Depois de se aclimatar e de compensar o fuso horário, sete horas de diferença com o Brasil, tem início a sua imersão no paraíso. Apenas a sete minutos de voo de Papeete, ou a 45 minutos de barco, está a ilha de Moorea. Ela foi fonte de inspiração do escritor americano James Mitchener, autor do livro Aventuras nos Mares do Sul, levado como serie à televisão na década de 70. O velho James não mentia ao descrever suas maravilhas naturais.

Um grande anel de coral protege esta ilha de altas montanhas, cobertas de densa vegetação. Como nas demais ilhas, quase todas as atividades giram em torno ao mar. Mergulho, surf, caiaques e muito sol são a tônica do dia a dia. Mas há também passeios interessantes, como ao mirante Roto Nui, a baias de Opunohu e Cook e o Tiki Village, para ver shows típicos e comprar souvenires.


A ilha mais romântica da polinésia é Bora Bora. Não é por acaso que chega lá a creme do jet set internacional. Quem duvide deve ir ao Bloody Mary Bar, e ler a lista de fregueses. Claudia Schiffer, Harrison Ford, Ringo Star, Charlie Sheen e Dany De Vito costumam tomar seus pilequinhos nesse lugar. Mais uma vez, as atrações do lugar ficam por conta das águas. Mas em Bora Bora há um passeio emocionante e inesquecível, ir a alimentar os tubarões.

Da praia de Matira sai a lancha até a barreira de coral, onde os turistas entram na água com máscara e snorkel para ver de perto o mais temido dos bichos marinhos. Para passar o susto, o passeio termina com o almoço servido num ¨motu¨ ou ilhota, em idioma nativo.


Ainda há muitas ilhas por conhecer na Polinésia Francesa, como o belíssimo atol de Ranguiroa, Raitea, Huahine, Manihi, Tetiaroa (a ilha de Marlon Brando) e o arquipélago das Tuamotu e as Ilhas Marquesas.  A paz, a natureza e o mais completo dos descansos o esperam lá, no paraíso.
 
Dicas
- É fundamental saber que a Polinésia Francesa não é o Caribe, embora suas águas sejam cristalinas, mornas e de areia branca. Taiti e suas ilhas são sinônimo de descanso, belezas naturais e muita tranquilidade. Quem procura agito, vida noturna intensa e adrenalina deve procurar outros destinos.

- Não arrisque em ir sem programa montado e reservas feitas. Os preços dos hotéis ou excursões contratados por lá, são quase o dobro dos preços oferecidos pelas operadoras no Brasil. Para entrar na Polinésia é necessário o visto francês. 

- A moeda oficial é o Franco Polinésio, leve dólares e troque no banco ou nos hotéis onde se hospedar. A diferença é mínima!

- A bagagem deve ser a mais simples do mundo, com maiô, calçados apropriados para caminhar e tomar banho nas praias com corais, camisetas, bermudas, chapéu, protetor solar e cartões de memória para seu vídeo ou maquina fotográfica. Para onde ir ou olhar, haverá belos cliques, não perca!

- Não queira abraçar a Polinésia em uma única viagem, escolha um par de ilhas e desfrute a vontade, ou sua viagem será um sobe e desce de aviões e barcos. Uma ilha com montanhas, como Moorea, Bora Bora ou Maupiti, e um atol como Ranguiroa, Manihi ou Fakarava são escolhas perfeitas. E se você curte mergulho, o leque fica ainda maior, recomendo Ranguiroa e Manihi, esta última é considerada a Meca dos mergulhadores. Ah sim, em ambas há fazendas de pérolas negras com preços muito bons!
 
Como Chegar
A Latam tem voos até Papeete, são aproximadamente 11 horas de voo saindo de Santiago, com escala na Ilha de Páscoa. Outra forma de chegar é ir até  Los Angeles e aí pegar um Air Tahiti Nui, que leva oito horas até o aeroporto de Faa`a.

Espero ter contribuido para a realização do seu sonho. Até a próxima!

por Jaime Bórquez
Jornalista com 35 anos de experiência em representações, assessoria e consultoria em turismo no mercado nacional e internacional, e nosso colaborador na plataforma afimdeviajar.com




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MATÉRIAS  |  04/01/2020 - 17h